Peru – roteiro obrigatório para uma lua de mel

Conhecer esse país sul-americano é, sem sombra de dúvidas, obrigatório. Todos os voos que partem do Brasil terão destino em Lima, pois o governo ainda não liberou voos diretos para outras cidades do país, justamente visando que os turistas passem pela capital.

Lima é uma cidade árida, em razão da umidade relativa do ar que beira os 95%, inclusive o mar é extremamente gelado, impedindo que a chuva caia.  Além disso, não existem bueiros na cidade, já que os moradores convivem aproximadamente seis meses por ano com neblina constante, praticamente sem ver o sol!

A culinária local conta com o talento do renomado chef peruano Gastón Acurio tem dezenas de estabelecimentos espalhados pela cidade, como Astrid y Gastón, La Mar,Tanta e Panchita. Para os amantes de uma boa carne, não pode deixar de conhecer o Osso, do chefe e açougueiro Garibaldi.

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Os melhores bairros são Miraflores, San Isidro e Barranco, e contam com muitos parques e áreas verdes, regados artificialmente. Enfim, Miraflores é ótima para se hospedar; San Isidro possui maravilhosas mansões e, Barranco é possível fazer belos passeios no Museo Mario Testino, na loja Dédalo e na galeria de arte Lucía de la Puente.

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Barranco

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San Isidro

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Miraflores

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Museo Mario Testino

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Galeria de arte Lucía de la Puente

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Loja Dédalo

O centro histórico é considerado o maior da América do Sul, inclusive com traços europeus, com casarões, museus, palácios, ruelas e igrejas, resquícios óbvios da colonização espanhola, finda em 1821. Não deixe de conferir a Plaza de Armas, ou Plaza Mayor, que oferece um bom panorama colonial peruano, com a bela Catedral de Lima e o Palácio Arquiepiscopal. Após, é possível conhecer o complexo arquitetônico Basílica Menor e Convento de São Francisco o Grande, com direito a explorar suas catacumbas, convento e biblioteca. Por último, há o Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera, perfeito para um almoço no agradável Larco Café, com menu by Acurio.

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Plaza de Armas

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Plaza Mayor

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Basílica Menor e Convento de São Francisco o Grande

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Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera

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Larco Café

Vale sagrado dos Incas

Há voos matutinos de Lima a Cusco, que privilegiam a Cordilheira do Andes. Aconselha-se desembarcar em Cusco e seguir direto para o Vale Sagrados dos Incas (1h30 de carro). A altitude de 2.800 metros é mais adequada para fazer aclimatação antes de seguir para Cusco, cuja altitude chega a 3.400 metros. O mal de altura, chamado soroche, não é brincadeira. Muita gente sente a falta de ar e chega a desmaiar. Portanto, se tiver tempo para uma adaptação, não descarte.

No Vale Sagrado, um excelente hotel é Belmond Rio Sagrado, à beira do rio, com lhamas pastando nos jardins, num clima bem bucólico! O ideal é visitar todos os sítios arqueológicos construídos pelos incas no vale sagrado antes de ir a Machu Picchu. Dentre eles, destacam-se Ollantaytambo, um dos mais surpreendentes de lá em razão do uso espantoso de conhecimentos em arquitetura, astrologia e geografia; Písac, ao lado do povoado homônimo, que oferece um riquíssimo mercado de artesanato (o que vale a pena são as echarpes feitas de lã de alpaca); Moray, um imenso anfiteatro tomado de terraços construídos para agricultura; e Chinchero, cidade conhecida como “o berço do arco-íris” (a localização mais alta de toda a viagem, com 3.762 metros de altitude), com linda vista para a Cordilheira de Vilcabamba e morros nevados ao fundo, que, estranhamente, no verão, são mais nevados do que no inverno, já que as chuvas são mais es- cassas na estação gelada.

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Ollantaytambo

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Písac

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Moray

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Chinchero

Um ponto de parada obrigatório, é a charmosa Hacienda Huayoccari. Uma família espanhola dona de terras peruanas se instalou nesse casarão e por lá viveu muitos anos, até que o governo os tomasse o terreno. Sobrou um morro em meio aos Andes em que o herdeiro inaugurou um restaurante. A casa ainda possui todas as obras de arte dos períodos pré-inca ao colonial, e a coleção supera a de muitos museus locais – talvez pelo fato de o governo ter proibido há alguns anos a venda desse tipo de artigo. Ficou tudo ali, intacto, encantando os visitantes.

Machu Picchu

É sem sombra de dúvidas a sensação da viagem. Para chegar é necessário embarcar no trem sai praticamente da porta do hotel Belmond. Prefira o Vistado- me, trem com laterais e teto de vidro, que oferecem perspectivas deslum brantes do território tomado pelos incas no século 15. Reserve bilhetes na fileira 1 A e garanta uma das mais impressionantes viagens de trem da sua vida. A viagem dura 2h30 e desembarca na cidade de Águas Calientes – local de várias pousadas e hospedagens não muito atraentes. O único hotel que vale a pena está lá no topo da montanha, ao lado do sítio arqueoló gico, e é o Belmond Sanctuary Lodge.

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Águas Calientes

Ao chegar em Águas Calientes, garanta seus tickets para Machu Picchu (será requisitado o passaporte) e para o ônibus que leva até “a citadel perdida dos Incas”. Os ônibus saem de dez em dez minutos e a viagem dura meia hora. Uma cidade inteira construída a 2.430 metros de altura em um morro de dificílimo acesso em meio à floresta tropical em um cenário de beleza e enigma inacreditáveis. São paredes e muros gigantescos, rampas feitas de pedra com precisão absoluta, em que as rochas se encaixam quase que de maneira desumana. O complexo é grande, e a profusão de turistas não chega a incomodar ou roubar a paz energética que toma conta de corpo e alma uma vez que estamos lá dentro. As trilhas, até as mais puxadas, são factíveis, e as que mais valem a pena são Sun Gate, de duas horas de caminhada, e Huayna Picchu, de duas horas e meia. Contrate um guia. Pode até ser um dos que ficam na porta do parque angariando clientela. As histórias são lindas, interessantes e cheias de magia. E não se engane: por ali, nada de descanso. O sol nasce às 6 da manhã e assistir a esse espetáculo na- tural é um programa imperdível.

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Machu Picchu

Cusco

A maneira mais bacana de se chegar a Cusco, partindo de Machu Picchu é a bordo do Hiram Bingham, trem de alto luxo da rede Belmond. Música ambiente e um elegante jantar com comida e vinhos excelentes, tudo sobre trilhos em uma experiência memorável.

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Em Cusco há ruínas incas intrigantes, como o forte Sacsayhuaman, o anfiteatro e centro religioso Qenqo e os banhos Tambomachay, com seu centro de proteção Puca Pucará. Da era colonial valem: Plaza de Armas, Santo Domingo & Qorikancha, o complexo de catedrais lindíssimas e uma gostosa pracinha com lojas e cafés.

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Forte Sacsayhuaman

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Puca Pucará

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Tambomachay

Onde ficar?

Belmond Miraflores – Belmond, Belmond e Belmond. Não pense em outra rede hoteleira (@belmond) na hora de escolher onde ficar no Peru. Com cinco hotéis no país, oferece as melhores opções nos pontos mais visitados. O Miraflores, em Lima, é dos mais elegantes da capital.

Belmond Sanctuary Lodge – Único hotel vizinho à antiga cidadela inca de Machu Picchu, fica dentro de uma construção que servia de moradia para os trabalhadores locais. Muito conforto e boa comida.

Belmond Rio Sagrado – Um dos mais pitorescos hotéis do Peru, fincado entre os campos verdes e as imponentes montanhas do Vale Sagrado dos Incas.

Belmond Palacio Nazarenas – Localizado em uma praça tranquila de Cusco, o antigo palácio e convento é rodeado de muros de pedra do período inca e tem um spa fabuloso e excelentes restaurantes, que servem o melhor da culinária local.

Belmond Monasterio – Outra opção para se hospedar em Cusco é esse hotel inacreditavel- mente lindo em um antigo monastério e monumento nacional de 1592. Vizinho do Belmond Nazarenas, é repleto de obras de arte e tem uma linda capela ao lado do pátio central.

Fonte: Casar

Quando ir a Machu Picchu

Machu Picchu fica numa região que recebe muitas chuvas no verão, e o período entre novembro e março não é aconselhável para sua viagem.

A alta temporada vai de maio a setembro, quando chove menos. Dentro desses meses, junho e julho são os melhores para conhecer o legado inca, já que a probabilidade de precipitação é menor ainda. De dezembro a março chove com frequência, e, nos dias em que chove muito, o parque é fechado. Por isso é aconselhável viajar quando o tempo é mais seco mesmo.
Ir com o tempo seco ainda evita o incômodo com pernilongos, que pode ser frequente na época de chuvas.

A temperatura média anual da região está na casa dos 20ºC, e cai quase pela metade à noite, mas no inverno as temperaturas podem chegar a 0ºC. As mesmas dicas acima valem para quem pretende conhecer Cusco. Apesar de o volume de chuva em Cusco ser menor, os meses chuvosos são os mesmos.

Fonte: Melhores Destinos

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Bjs e até a próxima

Renato Novais

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